Copom deve cortar Selic 0,25 ponto, levando a 13,75% ao ano
IPCA de agosto registrou deflação de 0,32% e acumulado em 12 meses ficou dentro da tolerância da meta — mas a crise fiscal pode limitar cortes maiores.

Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.
O IPCA de agosto registrou deflação de 0,32% e o acumulado em 12 meses ficou dentro da faixa de tolerância da meta de inflação, abrindo espaço técnico para flexibilização gradual da política monetária.
O Banco Central precisa avaliar se essa melhora será durável; o Copom acompanha preços de serviços, expectativas de inflação, câmbio e atividade econômica antes de decidir a trajetória dos juros.
O governo trabalha com metas para reduzir o déficit e avançar no controle da dívida; o comportamento das contas públicas pode determinar até onde a Selic conseguirá cair nos próximos meses.
Fatores que podem impedir cortes mais expressivos: deterioração das contas públicas; aumento das expectativas de inflação; desvalorização acentuada do real; aceleração da atividade; choques nos preços de commodities; e mudanças nas taxas de juros dos Estados Unidos.
Para consumidores, a queda da Selic tende a melhorar condições de crédito ao longo do tempo; aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI devem render menos; juros de cartão de crédito e cheque especial podem continuar altos.
A decisão sai na reunião do Comitê de Política Monetária; o mercado deve acompanhar especialmente a comunicação do Copom sobre os próximos passos.