Debate no Amrigs discutiu ProfiMed para egressos de Medicina nesta terça (29)
O exame, em tramitação no Congresso, teve os oito candidatos ao Senado do RS defendendo quem deve aplicá‑lo: CFM ou MEC.

O terceiro bloco do debate ao Senado no Teatro Amrigs discutiu o exame ProfiMed para egressos de Medicina, nesta terça (29).
O ProfiMed, em tramitação no Congresso Nacional, é uma prova obrigatória de proficiência e precisa definir se o Conselho Federal de Medicina (CFM) ou o Ministério da Educação (MEC) ficará responsável pela aplicação.
Participaram oito candidatos com representação partidária no Congresso: Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d’Ávila (PSol), Marcel van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL); cada um teve dois minutos para responder ao questionamento proposto por Gerson Junqueira Jr., presidente da Amrigs.
Milton Cardoso (PSDB) criticou propostas de flexibilização do exercício da Medicina e afirmou: “Os médicos estão sofrendo muito. Estamos vivendo um verdadeiro caos.”
Renato Jaguarão (Cidadania) citou dados sobre vagas e fiscalização no MEC e defendeu avaliações de egressos; disse que o MEC não tem capacidade de fiscalizar os cursos e criticou o modelo híbrido para Medicina.
Manuela d’Ávila (PSol) apoiou a prova e propôs uma comissão bipartite entre MEC e CFM; ainda pediu investimentos públicos no SUS, estímulo à vacinação e fortalecimento da rede hospitalar gaúcha.
Marcel van Hattem (Novo) disse apoiar maior qualificação e afirmou que o CFM deve prevalecer nas decisões por sua proximidade com a prática; defendeu telessaúde e criticou a defasagem da tabela do SUS.
Frederico Antunes (PSD) comprometeu‑se com pautas da saúde caso eleito, defendeu colaboração CFM‑MEC e falou em equilibrar tecnologia e capacitação.
Paulo Pimenta (PT) declarou‑se a favor da prova construída em parceria entre MEC e CFM, afirmou que a Região Metropolitana vive colapso nos hospitais e defendeu um sistema 100% público.
Ubiratan Sanderson (PL) apoiou o projeto em tramitação, disse que é preciso melhorar a educação para formar médicos e que o CFM deve ser o principal fiscal do exame.
Germano Rigotto (MDB) apoiou a prova com fiscalização do CFM, mas disse que o MEC deve avaliar instituições de graduação; criticou a abertura descontrolada de faculdades de Medicina.
29 — data do debate, no Teatro Amrigs.
8 — candidatos com representação partidária no Congresso que responderam no terceiro bloco.
2 minutos — tempo dado a cada participante para resposta.
~51.000 inscritos; ~500 instituições; 80% privadas — números citados por Renato Jaguarão sobre cursos de Medicina.
O debate é promovido pelo Correio do Povo, pela Rádio Guaíba e pela Amrigs e segue com transmissão ao vivo nas redes sociais das três entidades.