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Deficiente visual diz que candidatos tratam pauta de PcD como “etcétera”

A defesa da acessibilidade foi tema do Fórum das Pessoas com Deficiência, realizado na Assembleia Legislativa do RS.

Redação POLITICA.RS27 de ago. de 2026 · 03h073 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Deficiente visual diz que candidatos tratam pauta de PcD como “etcétera”
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações from Brasília - DF, Brasil (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons

“A pauta das pessoas com deficiência é apenas um etcétera nos discursos dos candidatos”, afirmou o advogado e deficiente visual Airton Leão.

Leão citou consequências práticas: negativas frequentes de transporte em táxi e em plataformas de aplicativo a quem usa cão‑guia.

O comentário foi feito durante o Fórum das Pessoas com Deficiência, promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (COMDEPA), no Espaço da Convergência, na Assembleia Legislativa.

O COMDEPA é presidido por Cristina Mazuhy Antunes Xerxenesky, da Federação Rio‑grandense de Entidades de e para Cegos (FREC), e delibera sobre educação, saúde, trabalho, assistência social, transporte, cultura, desporto, lazer e acessibilidade.

Leão lembrou que lei federal e decreto garantem o acesso do cão‑guia a espaços públicos e meios de transporte: Lei 11.126/2006 e Decreto 5.904/2005.

Dados citados por Leão: Brasil tem 210 milhões de habitantes e cerca de 7 milhões de pessoas com deficiência visual; existem apenas 220 cães‑guia no país, sendo 15 no Rio Grande do Sul.

Leão comparou com os EUA: lá há 8 milhões de pessoas com deficiência visual e 10 mil cães‑guia; no Brasil, ele esperou cerca de cinco anos por seu cão‑guia.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta, firmaram acordo com o presidente Lula para votar, na semana que vem, a Medida Provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”.

A MP precisa ser votada até 8 de setembro, sob pena de perder validade e restabelecer o imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que manter a isenção pode provocar a perda de 109 mil empregos e R$ 21,8 bilhões em produção doméstica em 2026.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, telefonou ontem para o irmão Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos, pedindo que ele reduza ataques públicos; o telefonema ocorreu após Eduardo endossar crítica à candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal.

O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação de 13 candidatos no Rio Grande do Sul; os pedidos não têm efeito imediato e os registros serão julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Lista dos 13 com pedido de impugnação: Apoena Ribeiro Medeiros (deputado estadual, Podemos), Arilto Jorge de Almeida (deputado estadual, União Progressista), Carlos Adriano Silveira Carneiro (deputado estadual, PSD), Edivilson Meurer Brum (deputado estadual, MDB), Robert Brocca Peres (deputado estadual, Federação PSDB Cidadania), Evaristo Pinheiro Righetto (deputado estadual, Republicanos), Ary José Vanazzi (deputado federal, Federação Brasil da Esperança), Marcia Regina Winter (deputada federal, Democrata), Marta Dina Vieira Alvarez da Rocha (deputada federal, Avante), Paulo Afonso Bregolin de Azevedo (deputado federal, PSB), Daniel Elias de Souza Junior (deputado federal, Democrata), Aiesa Carolina de Souza Pedroso (deputada federal, Solidariedade) e Ricardo Herbert Jones (senador, Partido da Causa Operária).

Com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana, o jornal Valor analisou mais de 10 mil doações; Alexandre Grendene Bartelle aparece como o maior doador nesta campanha eleitoral.