Descarte irregular entope drenagem e amplia alagamentos em Pelotas
Chuvas acima da média e resíduos empurrados para casas de bombas reduzem capacidade de escoamento e geram paradas parciais do sistema

Descarte irregular de resíduos domésticos compromete micro e macrodrenagem de Pelotas, causando alagamentos.
Entre 19 de julho e 20 de agosto, Pelotas registrou 436 mm de chuva; o nível do canal São Gonçalo atingiu 1,90 m na quinta (20) e caiu para 1,74 m na manhã de sexta (21), o que impede o escoamento por gravidade e obriga uso exclusivo das casas de bombas.
As sete unidades de bombeamento operam com bombas pluviais de vazão até 2,5 mil litros por segundo; quando uma bomba é interrompida, deixam de ser bombeados 150 mil litros por minuto.
Em mutirão da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui) na quarta (19) foram recolhidas 111 toneladas de resíduos das margens de cinco canais de macrodrenagem: avenida Cidade do Rio Grande (Navegantes), rua Dr. Mário Meneghetti (Navegantes), prolongamento da avenida Bento Gonçalves e rua Barão de Mauá (Pântano).
O volume de 111 toneladas corresponde a cerca de 45% das 250 toneladas de resíduos orgânicos coletadas diariamente pelo Sanep em serviço porta a porta no município.
No primeiro semestre, Ssui e Sanep removeram 2,2 mil cargas de resíduos do sistema pluvial em 53 quilômetros de extensão.
“O excesso de resíduos obriga as equipes a intervir para não danificar a estrutura; interrompemos uma das bombas por vez, mantendo o funcionamento mas reduzindo momentaneamente a eficiência do processo de drenagem”, disse Ellemar Wojahn, diretor-presidente do Sanep.
O Código Municipal de Limpeza Urbana, pela Lei nº 4354/1999, prevê multa para quem descartar irregularmente; materiais volumosos devem ir aos Ecopontos Municipais e lixo doméstico seguir dias e horários das coletas orgânica e seletiva — o guia completo está em www.pelotas.com.br/lixo.