Dilma é vaiada na fila de votação e episódio gera debate sobre respeito
Críticas às vaias esbarraram em outro debate, idade pode impedir manifestação política?

Uma cena durante a votação de domingo provocou discussão nas redes sociais. A ex-presidente Dilma Rousseff foi vaiada por eleitores ao chegar ao local onde votaria. Em meio à movimentação, Dilma pediu à responsável pela seção para passar à frente das pessoas que estavam na fila, alegando “problemas de segurança”.
Acompanhada por um segurança, um sobrinho e outras pessoas, a ex-presidente aparentou nervosismo e acabou entrando na sala de votação.
Depois do episódio, surgiram críticas aos eleitores que vaiaram Dilma, principalmente pelo fato de ela ter 78 anos e ser considerada idosa.
Mas uma coisa não pode ser confundida com outra. Ser idosa garante a Dilma todos os direitos, proteção e respeito previstos em lei. Isso não significa imunidade política.
Dilma foi presidente da República e tomou decisões que marcaram profundamente o Brasil. Milhões de brasileiros viveram aquele período e lembram da recessão, do desemprego, da crise política e do impeachment.
Ameaças, agressões ou ataques motivados pela idade são inadmissíveis. Mas vaiar uma figura pública por sua trajetória política, de forma pacífica, é outra questão.
A idade chegou, mas a memória dos brasileiros ficou.