Dólar fecha a R$ 5,216 e Ibovespa sobe 2,62% antes do primeiro turno
Mercados reagiram a dados fracos de emprego nos EUA e a movimentos corporativos; foi o último pregão antes da votação de domingo (4).

Dólar comercial fechou a R$ 5,216 com recuo de 0,13%, e o Ibovespa avançou 2,62%, a 192.113 pontos, no último pregão antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).
A Bolsa chegou ao maior nível desde abril ao longo do pregão, ampliando altas por influência de dados externos e de anúncios corporativos.
O relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou criação de 29 mil vagas em setembro, muito abaixo das 89 mil esperadas; a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2% e o crescimento dos salários ficou abaixo das projeções, reduzindo pressão sobre o Federal Reserve.
Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 avançou 0,79% e o Nasdaq teve alta de 1,19%, movimentos que favoreceram ativos de risco no Brasil.
A Petrobras anunciou descoberta no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da Bacia da Foz do Amazonas, e suas ações preferenciais subiram 2,47%, para R$ 51.
A Embraer informou ter entregue 66 aeronaves entre julho e setembro, alta de 6% na comparação anual; as ações da fabricante valorizavam 1,49% no pregão.
A Vale registrou alta de 1,99% e comunicou que passará a consolidar informações operacionais, de vendas e financeiras em um único relatório de desempenho; o resultado do terceiro trimestre será divulgado em 29 de outubro.
No câmbio, o dólar chegou a subir a R$ 5,23 no início do pregão antes de cair; a taxa de venda do Banco Central na cotação de fechamento (Ptax) foi R$ 5,2238.
O petróleo Brent caiu abaixo de US$ 100 por barril durante a sessão, contribuindo para o ambiente positivo nas Bolsas internacionais.
O mercado brasileiro acompanhou com atenção o cenário eleitoral e indicadores e acontecimentos corporativos na última sessão antes da votação.