Eleições decidem políticas para a agricultura familiar no RS e no país
Resultado das urnas vai influenciar prioridades, orçamentos e programas para crédito, assistência técnica, comercialização e segurança alimentar

O voto define quais políticas públicas para a agricultura familiar terão espaço nos próximos quatro anos.
O resultado das urnas terá reflexos sobre prioridades, orçamentos e políticas públicas, impactando crédito, assistência técnica e comercialização.
A professora e pesquisadora Cátia Grisa, da UFRGS, diz que “esse é um momento bastante decisivo” e alerta que a escolha de Executivo e Legislativo interfere diretamente na definição de prioridades e orçamentos para a agricultura familiar.
Cátia recomenda que eleitores consultem os programas de governo dos candidatos ao Executivo para verificar menções à agricultura e propostas específicas sobre geração de renda, assistência técnica e extensão rural, crédito, infraestrutura, comercialização e agroindustrialização.
Ela orienta também a observar propostas sobre mudanças climáticas e segurança alimentar; no Rio Grande do Sul, eventos climáticos recentes afetaram a produção rural e aumentam a necessidade de prevenção e adaptação.
Para Cátia, políticas que aproximem produção e consumo — como compras públicas, alimentação escolar e feiras — são centrais para garantir oferta, diversidade e preços mais acessíveis nas cidades.
O coordenador-geral da FETRAF-RS, Douglas Cenci, afirmou que “votar faz parte do compromisso nosso com a democracia” e defendeu conhecer posições do candidato e do partido: “Não só escolher porque ele tem boas características enquanto pessoa, mas escolher um candidato que representa as propostas que a gente acredita”.
Douglas destacou que pautas como aposentadoria, habitação e crédito são essenciais para as condições de vida e produção das famílias agricultoras e devem orientar a escolha do voto.
julho — lançamento do livro Agricultura Familiar em Transformação, com contribuição de Cátia Grisa para a FETRAF-RS.
Eleitores e agricultoras(os) são orientados a checar programas e trajetórias dos candidatos antes de decidir o voto, priorizando compromisso com políticas para a agricultura familiar.