Eleitorado brasileiro no exterior atinge 918,9 mil, recorde
Lulistas e bolsonaristas se mobilizam até domingo (4) para conquistar eleitores da 'ZZ'

São 918,9 mil brasileiros aptos a votar no exterior, recorde que eleva o eleitorado da 'ZZ' acima de três estados.
O eleitorado no exterior já supera Roraima (401,5 mil), Amapá (577,5 mil) e Acre (614,4 mil) e será decisivo até domingo (4).
Lulistas e bolsonaristas no exterior intensificam mobilização na reta final da disputa presidencial; o voto no exterior é presencial e obrigatório.
Serão 186 cidades em 134 países onde será possível votar; os maiores colégios eleitorais fora do Brasil são EUA (265,4 mil), Portugal (134,8 mil) e Japão (88,4 mil).
O crescimento do eleitorado no exterior é contínuo: alta de quase 360% em 16 anos e aumento de 31,8% desde 2022, contra 1,4% do total do eleitorado.
O Itamaraty registrou 5,3 milhões de brasileiros fora do país no ano passado, contra 4,6 milhões há quatro anos; a pandemia facilitou transferir o título de forma remota pelo aplicativo e-Título.
Votar fora exige esforço: em muitos países é preciso se deslocar até embaixadas ou postos consulares — na Itália só em Roma e Milão; na França, em Paris e Marselha.
A abstenção no exterior tende a cair: no segundo turno de 2022 foi 55,4%, ante 59,7% em 2018, resultado que gerou cerca de 100 mil votos válidos a mais em quatro anos.
"As coisas não param para você votar, como no Brasil, e pode ser necessário se deslocar, perder um dia de trabalho. São custos de tempo, energia e dinheiro", disse Teresa Schneider Marques, professora de ciência política da PUC-RS, que identificou um "sentimento de urgência" entre eleitores brasileiros na França.
918,9 mil — eleitores aptos a votar no exterior
186 cidades em 134 países — locais de votação no exterior
265,4 mil — eleitores nos EUA
134,8 mil — eleitores em Portugal
88,4 mil — eleitores no Japão
5,3 milhões — brasileiros vivendo fora do país no ano passado