Entraves ambientais ameaçam R$ 30 bilhões em projetos no RS
Ibama pediu complementos para o Porto Meridional; MPF questiona licenciamento da planta da CMPC em Barra do Ribeiro.

Dois investimentos privados de R$ 30 bilhões no Rio Grande do Sul correm risco: R$ 6 bilhões para o Porto Meridional em Arroio do Sal e R$ 24 bilhões para o Projeto Natureza da CMPC em Barra do Ribeiro.
O Ibama negou preliminarmente o pedido de licenciamento do Porto Meridional ontem e solicitou adequações, complementações do estudo e alternativa na configuração do equipamento, além de aprofundamento sobre riscos climáticos para Arroio do Sal.
O consórcio Porto Meridional Participações afirmou, em nota nesta terça (25), que vai atender às complementações solicitadas pelo Ibama e reafirmou confiança na obtenção da licença.
O Projeto Natureza da CMPC, estimado em R$ 24 bilhões para ser executado até o fim da década em Barra do Ribeiro, enfrenta impasse de licenciamento por questionamento do Ministério Público Federal e precisa superar entraves jurídicos e ambientais para sair do papel.
Antonio Lacerda, diretor-geral da CMPC, declarou que “o que o MPF está pedindo é inédito e inexequível, além de trazer consequências devastadoras que podem paralisar investimentos não somente no Rio Grande do Sul, mas em todo país.”
Em audiência em junho, um ambientalista afirmou que o Porto Meridional “ameaça a procriação da lagartixa das dunas, e do tuco-tuco”, citando riscos a espécies locais.
R$ 6 bilhões — investimento inicial previsto para o Porto Meridional em Arroio do Sal
R$ 24 bilhões — investimento previsto para o Projeto Natureza da CMPC em Barra do Ribeiro
Próximo passo: o consórcio do Porto Meridional apresentará as complementações pedidas pelo Ibama; a CMPC e autoridades terão de responder ao questionamento do MPF para avançar no licenciamento.