Esquerda volta ao divã após derrota
Petistas reclamam da pouca presença de Lula, de regiões esquecidas e do ritmo da campanha da pedetista

A derrota de Juliana Brizola (PDT) abriu a temporada de cobranças dentro da própria aliança. Conforme análise publicada por Zero Hora, aliados apontam equívocos no ritmo e na estratégia de uma campanha.
O PT esperava que Juliana fosse um cabo eleitoral mais entusiasmado de Lula no Rio Grande do Sul. Petistas reclamam que o presidente apareceu menos do que o esperado na propaganda e no discurso da candidata. Juliana preferiu uma postura moderada, evitando mergulhar na polarização entre lulismo e bolsonarismo.
A aliança também teria cobrado seu preço. Candidatos do próprio PDT teriam se afastado da campanha ao Piratini por receio da rejeição a Lula entre eleitores do Interior.
Outro problema apontado foi o ritmo. Aliados consideram que Juliana concentrou esforços em Porto Alegre e na Região Metropolitana, enquanto partes do Estado, como a Zona Sul, receberam pouca atenção. Também houve reclamações sobre agendas canceladas.
Mesmo vencendo em Porto Alegre, com 45,78%, contra 43,94% de Luciano Zucco (PL), a vantagem ficou muito abaixo do necessário para compensar o desempenho do adversário no Interior.
Agora, depois da derrota, a própria esquerda começa a discutir onde errou. E, como resume a análise, terá de voltar ao divã.