EUA enviam 600 militares e drones MQ‑9 à América Latina
Tropas vão a Panamá, Colômbia e Honduras; drones foram redirecionados ao Equador e à Colômbia

Pelo menos 600 militares dos Estados Unidos serão enviados para treinamentos no Panamá, na Colômbia e em Honduras.
Os drones MQ‑9 Reaper foram redirecionados da África para o Equador e a Colômbia e devem ser usados em operações contra o narcotráfico.
Os primeiros militares já começaram a chegar a um centro de treinamento no Panamá; depois seguirão para a Colômbia e, em outubro, participarão de exercícios previstos naquele país.
Outra fração do contingente será deslocada para Honduras para atividades de treinamento com forças locais; parte poderá apoiar operações especiais que assessoram exércitos em ações contra suspeitos de tráfico de drogas.
O envio se relaciona à iniciativa denominada Escudo das Américas, na qual forças americanas devem trabalhar em parceria com Forças Armadas e polícias de países aderentes; o Brasil não integra o grupo.
O cientista político Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político‑Estratégicos da Marinha do Brasil, diz que os militares americanos devem atuar principalmente como assessores das forças locais: “Os militares dos Estados Unidos não estarão diretamente na linha de frente.”
Os Estados Unidos mantêm cinco bases militares na região e podem utilizar três Locais de Segurança Cooperativa (CSLs) para apoio logístico, além de realizar exercícios conjuntos regularmente.
Em setembro, tropas americanas e de outros países participaram de um treinamento em Goiás coordenado pelas Forças Armadas brasileiras.
600 — número mínimo de militares enviados
3 — países onde ocorrerão treinamentos: Panamá, Colômbia, Honduras
2 — países para os quais os MQ‑9 foram redirecionados: Equador e Colômbia