EUA investem US$750 milhões em terras raras brasileiras
Montante integra pacote de US$1,55 bilhão para comprar produção da Serra Verde por 15 anos

O Departamento de Guerra dos EUA anunciou investimento de US$750 milhões na compra de terras raras produzidas pela mineradora Serra Verde no Brasil.
O aporte faz parte de um pacote total de US$1,55 bilhão, que inclui compromisso de compra de US$300 milhões pela Agência de Logística de Defesa e US$500 milhões de um banco comercial.
Os recursos vão para uma Empresa de Propósito Específico chamada US SIIE, que fechará acordo para comprar o concentrado (carbonato) produzido no projeto Pela Ema, no norte de Goiás.
A USA Rare Earth, dona da Serra Verde, já comunicou operação de fusão e aquisição e um contrato para fornecer 100% da produção da Serra Verde por 15 anos.
Elementos de terras raras, como o samário, são usados em ímãs de caças F‑35, drones e mísseis Tomahawk e têm aplicação militar por magnetismo e resistência a altas temperaturas.
O Departamento de Guerra decidiu proibir, a partir de 2027, a aquisição de ímãs feitos com terras raras extraídos ou processados na China, Rússia, Irã e Coreia do Norte.
"Garantir cadeias de suprimentos resilientes, tanto domésticas quanto de aliados, é um requisito fundamental para operações de guerra", disse Mike Cadenazzi, Secretário‑Assistente de Guerra para Política de Base Industrial.
O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, e a Serra Verde é a única mineradora brasileira que já produz terras raras em escala comercial.
US$750 milhões — aporte do Departamento de Guerra na US SIIE
US$1,55 bilhão — total do pacote de investimentos
US$300 milhões — compromisso de compra da Agência de Logística de Defesa
US$500 milhões — compromisso de compra de um banco comercial não especificado
15 anos — duração do contrato de fornecimento de 100% da produção
O próximo passo é a formalização do acordo de compra entre a US SIIE e a Serra Verde para operacionalizar os aportes e o fornecimento.