Fachin e Cármen Lúcia têm votos decisivos em julgamento sobre Alexandre de Moraes
Sessão extraordinária do STF foi convocada por Edson Fachin para 15 de setembro em meio à crise entre Corte, PF e PGR

Fachin e Cármen Lúcia podem decidir, em voto de desempate, o julgamento sobre apurações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
A sessão extraordinária do Plenário foi convocada por Edson Fachin para terça-feira, 15 de setembro.
Nos bastidores, o placar prévio mostra empate técnico: três ministros tendem a pedir arquivamento e três a abrir procedimentos.
A ala favorável ao arquivamento tem Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin como votos prováveis.
A ala a favor da abertura de procedimentos reúne André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques como votos prováveis.
Alexandre de Moraes pode não votar por ser parte envolvida; o colegiado efetivo para o caso terá oito votantes.
O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito em desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master.
Fachin, na condição de presidente do STF, suspendeu despachos isolados, incluindo decisões de André Mendonça e Flávio Dino.
Cármen Lúcia tem reputação de postura institucionalista e apego a ritos regimentais; interlocutores a veem como fiel da balança.
A convocação ocorre em contexto de escalada da crise entre o Supremo, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Próximo passo: votação no Plenário na sessão extraordinária marcada para 15 de setembro.