Fantinel critica polarização e evita afastar esquerda em busca de discurso ao centro
Deputado critica polarização e sugere baixa qualidade da atual composição da Assembleia ao prever Parlamento ainda pior após as eleições

Candidato à reeleição pelo MDB, o deputado estadual Beto Fantinel adotou um discurso de distanciamento da polarização política, mas evitou fechar portas para qualquer lado do espectro ideológico, inclusive para a esquerda.
Em entrevista ao @berlindanews Fantinel criticou candidatos que constroem suas campanhas apenas a partir do apoio ou da oposição a nomes como Lula, Bolsonaro e Eduardo Leite. Segundo ele, política não deve funcionar como torcida e precisa estar baseada em propostas.
“Eu não faço política contra alguém. Faço política a favor de alguma coisa”, afirmou.
O discurso busca apresentar Fantinel como uma alternativa de centro e distante dos conflitos ideológicos. Ao mesmo tempo, deixa o candidato em uma posição confortável para não romper com nenhum dos campos políticos.
Ao rejeitar rótulos e evitar atacar a esquerda, Fantinel tenta caminhar por uma faixa cada vez mais estreita em uma eleição marcada justamente pela necessidade de escolhas claras.
O deputado também criticou a chamada política de “lacração” e afirmou que o próximo Parlamento pode ter qualidade inferior caso sejam eleitos candidatos comprometidos apenas com ataques aos adversários.
“Nós vamos eleger um Parlamento que, bem provavelmente, seja pior do que o que já temos hoje, porque vai eleger gente comprometida em lacrar”, disse.
Fantinel defendeu ainda o conceito de “Estado necessário”, combinando equilíbrio das contas públicas com políticas sociais, e apresentou propostas para saúde, assistência social e preparação para eventos climáticos.