Fedorov pede eleições; Ucrânia diz que lei marcial impede votação
Mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024, mas proibição legal e lei marcial em vigor barram pleito

Mykhailo Fedorov pediu novas eleições presidenciais na Ucrânia, apesar da lei marcial que impede votações.
O assessor presidencial Mykhailo Podolya afirmou que "a proibição legal continua em vigor" e que não há segurança para a campanha eleitoral; a lei marcial está ativa desde fevereiro de 2022.
Fedorov, ex-ministro da Defesa destituído em 14 de julho, publicou o apelo por um “mecanismo legal, seguro e realista” para realizar eleições mesmo durante a guerra, em pronunciamento divulgado em 19 de julho.
Fedorov foi afastado após conflito com Oleksandr Syrsky; protestos contra sua demissão começaram em 16 de julho em cidades ucranianas.
O mandato do presidente Volodymyr Zelensky expirou em 20 de maio de 2024, e a Constituição permite suspender eleições enquanto a lei marcial vigorar; a medida vem sendo prorrogada regularmente desde 2022.
O diretor do Instituto Ucraniano de Política, Ruslan Bortnik, avaliou que o apelo de Fedorov é “uma tentativa de pressionar o presidente” e de se posicionar como alternativa política.
O Kremlin comentou o caso: o porta-voz Dmitry Peskov chamou de cenário político paralelo, e Kirill Dmitriev afirmou que Fedorov desafiou Zelensky ao pedir eleições.
22,3% — intenção de voto de Zelensky em cenário de primeiro turno, segundo pesquisa Centro Soci de 28/7 a 2/8
21,4% — Valerii Zaluzhnyi no primeiro turno
13,1% — Mykhailo Fedorov no primeiro turno
66,2% a 33,8% — Zaluzhnyi vence Zelensky em simulação de segundo turno
60,3% a 39,7% — Kyrylo Budanov vence Zelensky em simulação de segundo turno
63,8% a 36,2% — Fedorov vence Zelensky em simulação de segundo turno
Em dezembro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu também eleições na Ucrânia e chamou Zelensky de “ditador”; Kiev disse que votaria só com garantias de segurança de aliados.