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Fedorov pede eleições; Ucrânia diz que lei marcial impede votação

Mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024, mas proibição legal e lei marcial em vigor barram pleito

Redação POLITICA.RS20 de ago. de 2026 · 18h063 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Fedorov pede eleições; Ucrânia diz que lei marcial impede votação
Reprodução: www.brasildefato.com.br

Mykhailo Fedorov pediu novas eleições presidenciais na Ucrânia, apesar da lei marcial que impede votações.

O assessor presidencial Mykhailo Podolya afirmou que "a proibição legal continua em vigor" e que não há segurança para a campanha eleitoral; a lei marcial está ativa desde fevereiro de 2022.

Fedorov, ex-ministro da Defesa destituído em 14 de julho, publicou o apelo por um “mecanismo legal, seguro e realista” para realizar eleições mesmo durante a guerra, em pronunciamento divulgado em 19 de julho.

Fedorov foi afastado após conflito com Oleksandr Syrsky; protestos contra sua demissão começaram em 16 de julho em cidades ucranianas.

O mandato do presidente Volodymyr Zelensky expirou em 20 de maio de 2024, e a Constituição permite suspender eleições enquanto a lei marcial vigorar; a medida vem sendo prorrogada regularmente desde 2022.

O diretor do Instituto Ucraniano de Política, Ruslan Bortnik, avaliou que o apelo de Fedorov é “uma tentativa de pressionar o presidente” e de se posicionar como alternativa política.

O Kremlin comentou o caso: o porta-voz Dmitry Peskov chamou de cenário político paralelo, e Kirill Dmitriev afirmou que Fedorov desafiou Zelensky ao pedir eleições.

22,3% — intenção de voto de Zelensky em cenário de primeiro turno, segundo pesquisa Centro Soci de 28/7 a 2/8

21,4% — Valerii Zaluzhnyi no primeiro turno

13,1% — Mykhailo Fedorov no primeiro turno

66,2% a 33,8% — Zaluzhnyi vence Zelensky em simulação de segundo turno

60,3% a 39,7% — Kyrylo Budanov vence Zelensky em simulação de segundo turno

63,8% a 36,2% — Fedorov vence Zelensky em simulação de segundo turno

Em dezembro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu também eleições na Ucrânia e chamou Zelensky de “ditador”; Kiev disse que votaria só com garantias de segurança de aliados.