FIERGS, Farsul e Fecomércio-RS lançam manifesto em defesa da Constituição
Entidades do setor produtivo gaúcho pedem respeito à lei, igualdade perante a Justiça e alertam que instabilidade afasta investimentos

FIERGS, Farsul e Fecomércio-RS lançaram nesta quarta (8) manifesto conjunto em defesa da institucionalidade e da Constituição.
As entidades disseram que a autoridade deve vir da transparência e do cumprimento estrito das leis, não da força, e que instabilidade institucional afasta investimentos e trava geração de empregos.
O documento pede imparcialidade e igualdade perante a legislação, afirmando que a regra vale também para os guardiões do sistema democrático e que nenhuma pessoa ou instituição está acima da Carta Magna.
Na Assembleia Legislativa do RS, a crise institucional e os embates no Supremo pautaram a Sessão Solene da Semana da Pátria, com discursos partidários distintos sobre o tema.
A bancada do PT acusou a “extrema-direita” de usar o tensionamento entre os Poderes como palanque eleitoral no 7 de Setembro; o PSOL citou o “imperialismo norte-americano” e a pressão do governo Trump.
O Progressistas alertou para a banalização dos excessos de autoridade e pediu serenidade diante das recentes investigações; o PSDB defendeu moderação democrática e afirmou que a educação fortalece o Estado e garante liberdades.
Candidatos ao Piratini movimentaram agendas: Gabriel Souza (MDB) esteve em Lajeado, Vale do Taquari, Garibaldi e Farroupilha; Juliana Brizola (PDT) participou de sabatina, reuniu-se com juventude e com a FEHOSUL, e participou de ato com o ministro Alexandre Padilha.
Luciano Zucco (PL) caminhou por Cruz Alta, Ibirubá, Panambi e Santo Ângelo, e encerrou em Ijuí com carreata; Marcelo Maranata (PSDB) gravou material, reuniu-se com líderes empresariais e visitou o Acampamento Farroupilha no Parque Harmonia.
Rejane de Oliveira (PSTU) trabalhou na Zona Sul de Porto Alegre e encerrou em Canoas; Priscila Voigt (UP) mobilizou no Centro Histórico, na Rua dos Andradas, distribuindo panfletos.
O Ministério Público (MPRS), o Tribunal de Justiça (TJRS) e o governo do RS reuniram-se em Porto Alegre para alinhar a desocupação definitiva das “zonas de arraste” severamente atingidas pelas enchentes de 2024.
As áreas foram consideradas inabitáveis e serão reestruturadas como parques e áreas de preservação, com pagamento de indenização às famílias proprietárias; nove municípios levantam propriedades e identificam moradores para repasses.
8 — data do lançamento do manifesto
7 de Setembro — data citada como palanque eleitoral pela bancada do PT
2024 — enchentes que atingiram as “zonas de arraste”
9 — municípios que trabalham no levantamento das propriedades
"Nenhuma pessoa ou instituição está acima da Carta Magna", afirmaram as três federações no manifesto.
Próximo passo: municípios finalizam o levantamento de imóveis e a identificação dos moradores para viabilizar os repasses e a remoção dentro do programa Replanejar.