França amplia toque de recolher e anuncia reforço policial após onda de violência
Medidas localizadas atingem Paris e outras cidades; operação de segurança com Sentinelle está marcada para sábado 24
Governo francês ampliou toques de recolher em Paris e outros municípios e anunciou reforço do policiamento após confrontos e saques nos dias 17 e 18 de outubro.
O reforço inclui aumento de efetivo policial e o emprego da força Sentinelle para proteger locais estratégicos na operação prevista para o próximo sábado, 24.
Protestos começaram com reivindicações sobre a precariedade das escolas e condições de ensino e passaram a incorporar queixas sobre o aumento do custo de vida, preços dos combustíveis e redução de serviços públicos; estudantes, sindicatos e movimentos sociais participaram das manifestações.
Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em diferentes regiões, e embora a maior parte tenha sido pacífica, grupos se envolveram em confrontos com a polícia, provocando incêndios, depredações e saques; em Limoges um incêndio atingiu a prefeitura histórica.
As restrições noturnas foram aplicadas em áreas de Paris — incluindo entorno da Place de la République e Les Halles — e em cidades como Lille, Nice, Marselha e Lyon; medidas também preveem limitações a manifestações e regras específicas para menores de idade.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu admitiu falhas na atuação estatal, citando problemas de inteligência, posicionamento policial e planejamento de folgas; o ministro do Interior Laurent Nuñez também reconheceu responsabilidade do governo.
O Parlamento criou uma comissão de inquérito para apurar as circunstâncias dos atos violentos e a atuação das forças de segurança.
17 e 18 de outubro — fim de semana dos distúrbios
Sábado, 24 — operação de segurança reforçada anunciada pelo governo
Centenas de milhares — número aproximado de manifestantes em várias regiões
Dezenas de milhões de euros — prejuízos informados pela rede Carrefour relacionados a furtos e danos
A mobilização e as medidas ocorrem em contexto de tensão política, com eleições presidenciais previstas para 2027; o governo culpa grupos radicais e saqueadores, enquanto oposição e movimentos sociais apontam o custo de vida e a deterioração de serviços públicos como causas principais.
O próximo passo é a operação de sábado 24, que terá Sentinelle protegendo pontos estratégicos para liberar policiais e gendarmes para o controle das manifestações.