Globo cancela debate presidencial marcado para 1º após decisões judiciais de última hora
Emissora diz que mudanças nas regras — incluindo exclusão de púlpito vazio e inclusão de candidato — tornaram o evento inviável

Globo cancelou debate presidencial previsto para 1º após decisões judiciais que mudaram regras horas antes.
A emissora anunciou o cancelamento e fez esclarecimentos ao público que aguardava o encontro.
A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu manter um púlpito vazio identificado como Lula (PT) e vetou perguntas dirigidas a candidato ausente, alterando item acordado nas regras do debate.
A decisão da ministra anulou a regra assinada por todas as legendas que previa manter o púlpito reservado com placa e permitir que os demais candidatos fizessem uma pergunta ao ausente.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate após pedido do partido Solidariedade.
A Globo afirmou ter seguido critério legal e do TSE para convidar candidatos: presença obrigatória de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia alterado o critério de contagem de parlamentares, medida que garantiu a presença de Romeu Zema (Novo) em debate anterior.
A emissora afirmou que as decisões geraram “insegurança jurídica” e configuraram “interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”, justificando o cancelamento.
A Globo ressaltou sua longa tradição na organização de debates e disse que seu propósito é promover a discussão de ideias e oferecer aos eleitores oportunidade de comparar propostas.