Governo Leite aumenta aporte público em concessões após pressão
Após enfrentar forte resistência, o governo Eduardo Leite prepara uma nova tentativa de viabilizar o Bloco 2 de concessões rodoviárias

Após enfrentar forte resistência, o governo Eduardo Leite prepara uma nova tentativa de viabilizar o Bloco 2 de concessões rodoviárias. A proposta, elaborada pelo BNDES, prevê elevar de R$ 1,5 bilhão para cerca de R$ 2 bilhões o investimento público no projeto, com recursos do Funrigs.
Na prática, o Piratini pretende acrescentar aproximadamente R$ 500 milhões do Estado para tornar o negócio mais atraente aos investidores privados. A mudança atinge justamente um dos pontos mais criticados da modelagem original e reforça a percepção de que o projeto apresentado inicialmente não se sustentava.
Embora não dependa de autorização legislativa, o novo desenho promete mobilizar os deputados estaduais na volta do recesso. A remodelagem já contaria com análise do Tribunal de Contas do Estado, mas ainda deverá enfrentar questionamentos sobre tarifas, garantias de investimentos e o peso da participação pública.
O governo argumenta que precisa tornar a concessão mais competitiva diante de projetos federais e de outros estados. Para os críticos, porém, a conta continua desequilibrada, com mais dinheiro do contribuinte sendo utilizado para garantir a atratividade de um negócio privado. A operação na B3 está prevista para ocorrer entre setembro e outubro.