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Governo publica MP que acaba com exploração de bets; veja prazos

Medida, publicada em 25 de setembro de 2026, determina encerramento de plataformas e calendário para devolução de saldos.

Redação POLITICA.RS28 de set. de 2026 · 21h332 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Governo publica MP que acaba com exploração de bets; veja prazos
ParisTaras (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons

O governo publicou em 25 de setembro de 2026 uma MP que proíbe exploração, oferta, intermediação e publicidade de bets no Brasil.

O calendário estabelece prazos para retirada voluntária e devolução de saldos até 14 de outubro, com transferência à Caixa quando houver impedimento.

A retirada voluntária deve ser solicitada até 5 de outubro, às 23h59; sites e aplicativos saem do ar em 6 de outubro.

Nos dias 7 e 8 de outubro as empresas devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes por CPF; bancos têm de devolver valores entre 9 e 14 de outubro.

A partir de 14 de outubro, se houver impedimento para devolução, a Caixa Econômica Federal receberá os recursos e pagará os beneficiários.

A MP atinge apostas esportivas e jogos online, em ambientes físicos e virtuais, inclusive autorizações concedidas por estados e pelo Distrito Federal.

As empresas deixam de poder oferecer apostas ou divulgar atividades; o prazo para retirada voluntária de anúncios termina em 5 de outubro, e novas divulgações já estão proibidas desde a publicação.

A medida prevê que as empresas não terão direito a indenização por interesse público, excluindo lucros cessantes, investimentos e devolução de valores pagos por autorizações.

Foram concedidas 85 autorizações para exploração de apostas de quota fixa, cada uma custando R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas.

A MP prevê sanções administrativas: advertência, multas de até R$ 2 bilhões, suspensão parcial ou total de atividades para empresas que descumprirem as regras.

O governo apresentará ao Congresso um projeto de lei para criar crimes relacionados a apostas de quota fixa, com penas que variam de dois a seis anos de reclusão conforme a conduta descrita.

O Executivo cita impactos sobre saúde pública e endividamento; atendimentos por jogo patológico cresceram cerca de 140% entre 2018 e 2025, e a demanda pode subir 104% até 2028.

Um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estimou custo social anual de R$ 38,8 bilhões ligado aos jogos, sendo R$ 30,6 bilhões relacionados à saúde.

Para fiscalização, o governo prevê bloqueio de domínios, remoção de apps, restrição a meios de pagamento, bloqueio de contas e rastreamento de recursos, além de criar um Comitê Institucional coordenado pela Casa Civil.

A MP produz efeitos imediatos, mas precisa ser votada pelo Congresso Nacional, que tem prazo de até 120 dias para analisar a matéria.