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Greening faz prefeitura retirar árvores em Salvador das Missões

Medida anunciada em 8 de setembro segue protocolo da Seapi após vistoria da Defesa Sanitária Vegetal.

Redação POLITICA.RS14 de set. de 2026 · 13h330 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Greening faz prefeitura retirar árvores em Salvador das Missões
Reprodução: litoralmania.com.br

Salvador das Missões começa a retirar árvores públicas e rurais por orientação da Seapi, após vistoria da Defesa Sanitária Vegetal.

A prefeitura anunciou a medida em 8 de setembro e informou que as retiradas seguem procedimentos técnicos e podem ocorrer em diferentes pontos da cidade; moradores foram orientados a não plantar nos locais indicados.

O greening, também chamado HLB, é causado por bactérias do gênero Candidatus Liberibacter e transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri; a doença não tem cura e o controle depende da eliminação das plantas infectadas.

O primeiro foco no RS foi confirmado em junho, em Palmitinho; em 45 dias fiscais vistoriaram 1.607 propriedades em Palmitinho e Caiçara, inspecionaram 9.253 plantas, coletaram 220 amostras e tiveram 87 resultados positivos, todos em Palmitinho; depois houveram dois focos em Pinheirinho do Vale e, em agosto, São Pedro do Butiá confirmou aproximadamente 150 árvores infectadas e vistoriou mais de 800 propriedades.

O protocolo estadual prevê eliminação por arranquio ou corte rente ao solo e, em alguns casos, erradicação de murta próxima; o inseto transmissor pode ser levado pelo vento a distâncias superiores a 1,5 quilômetro, por isso o controle não se limita à árvore infectada.

Em caso de foco confirmado, o cerco pode delimitar até 3 quilômetros para inspeção de plantas cítricas, com prospecção mensal das áreas até o foco ser considerado erradicado.

O Estado instalou armadilhas adesivas amarelas em 43 municípios, abrangendo 96 pomares comerciais e domésticos e outros pontos, totalizando 200 pontos de monitoramento do inseto vetor.

Sintomas a observar incluem folhas com manchas amareladas e irregulares, frutos pequenos ou deformados; a confirmação depende de diagnóstico fitossanitário e a Seapi orienta comunicar a Defesa Agropecuária ou a Secretaria da Agricultura.

As inspeções e as ações de erradicação continuam nas áreas indicadas pelos técnicos, com prospecção mensal até a eliminação do foco.