Eleições

Juros futuros caem; DI jan/2028 fecha em 12,800% após alívio externo e otimismo eleitoral

Pesquisas entre 19 e 20 reforçaram vantagem de Flávio Bolsonaro para o segundo turno de domingo (25), reduzindo percepção de risco fiscal

PRedação Política.RS21 de out. de 2026, 01h01
Juros futuros caem; DI jan/2028 fecha em 12,800% após alívio externo e otimismo eleitoral
Agência Senado (Attribution) via Wikimedia Commons

Juros futuros fecharam em queda firme nesta terça (20), com perdas superiores a 20 pontos-base em vencimentos médios e longos e o DI jan/2028 em 12,800%.

Pesquisas e trackings privados divulgados entre segunda (19) e terça (20) mostraram vantagem de Flávio Bolsonaro para o segundo turno marcado para domingo (25), o que, na leitura do mercado, reduz o risco político e a pressão sobre as taxas.

Ao fim da sessão, o DI para janeiro de 2028 caiu de 12,886% para 12,800%; o DI para janeiro de 2029 recuou de 12,709% para 12,580%; e o contrato para janeiro de 2031 passou de 12,789% para 12,650%.

O ambiente externo também ajudou: o barril do Brent para dezembro virou de máxima de US$112 pela manhã para fechamento a US$108,79 (-0,69%), após relatos sobre uma proposta de mediação entre Estados Unidos, Paquistão, Catar e concordância preliminar do Irã.

Economistas apontaram queda dos Treasuries depois de dados fracos do mercado imobiliário dos EUA e redução das apostas em alta adicional de juros pelo Federal Reserve, o que contribuiu para a queda das taxas no Brasil, segundo Vitor Kayo, economista da Nomad.

"Relatos sobre uma possível retomada de negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã ajudaram a impulsionar as bolsas globais e afastaram o petróleo das máximas do dia", disse Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos.

O mercado seguirá monitorando pesquisas eleitorais e movimentos dos Treasuries nos próximos dias até o segundo turno de domingo (25).

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