Leite nomeia 5,8 mil professores em plena campanha
Medida é legal, mas ocorre no momento em que o governador tenta eleger seu sucessor no Piratini

A nomeação de 5.808 professores pelo governo Eduardo Leite, publicada no Diário Oficial desta terça-feira, dia 25, levanta um questionamento inevitável sobre o momento escolhido para o anúncio, em plena campanha eleitoral.
Mais professores nas escolas são necessários e bem-vindos e a contratação é permitida porque a legislação abre exceção para candidatos aprovados em concursos homologados antes dos três meses que antecedem a eleição.
Portanto, a discussão não está na legalidade da medida, mas no possível aproveitamento político da decisão.
Leite não disputa a eleição, mas trabalha para eleger seu sucessor, Gabriel Souza. Por isso, qualquer grande anúncio realizado durante a campanha chama a atenção porque dá para supor que esteja usando a estrutura do Estado em instrumento eleitoral.
Também chama atenção a contradição do discurso financeiro do governador. Leite ameaçou que o fim da taxa de licenciamento reduziria recursos para a segurança pública. Agora, anuncia milhares de nomeações na Educação. Afinal, falta dinheiro ou o argumento da segurança foi usado apenas para pressionar os deputados e assustar os gaúchos?
A nomeação pode ser legal, mas a conveniência eleitoral continua sendo uma questão legítima.