Márcio Coimbra pede reconstrução pragmática da diplomacia brasileira
O autor defende adesão à OCDE, parcerias com EUA, UE, Japão e Taiwan e uso de minerais críticos como moeda de negociação.

A diplomacia brasileira precisa virar instrumento direto de crescimento, soberania e atração de investimentos, diz Márcio Coimbra.
A conclusão da adesão do Brasil à OCDE é apresentada como passo essencial para garantir segurança jurídica e maturidade regulatória.
Coimbra propõe recompor laços com Estados Unidos, União Europeia e parceiros do Indo-Pacífico para atrair cooperação estratégica e investimentos.
Pede manter canais abertos com grandes compradores autoritários sem conceder chancela política a modelos autocráticos.
Defende modernizar o Mercosul, flexibilizando o bloco para permitir acordos bilaterais em ritmos distintos.
Propõe usar reservas de lítio, níquel e terras raras e a matriz elétrica limpa como moeda de negociação, condicionando acesso à instalação de plantas industriais e transferência tecnológica.
Recomenda transformar a escala do agronegócio em poder geopolítico para assegurar suprimento de insumos.
Sugere firmar parcerias tecnológicas com Japão e Taiwan, priorizando cooperação em inteligência artificial e semicondutores.
"A reconstrução da diplomacia brasileira não é uma abstração teórica, é um compromisso direto com o desenvolvimento e o bem‑estar da população", escreve Márcio Coimbra, CEO da Casa Política e presidente‑executivo do Instituto Monitor da Democracia.
O próximo passo proposto é posicionar o Brasil como fornecedor estratégico na transição energética e tecnológica, negociando instalação industrial e transferência tecnológica para acessar minerais críticos.