Mendonça afasta diretor-geral da PF e chefe de Inteligência por caso Master
André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada na manhã desta terça (8).

O ministro André Mendonça determinou, na manhã desta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, por irregularidades relacionadas ao Caso Master.
A decisão foi motivada por revelações que, segundo Mendonça, apontam participação de Rodrigues em uma suposta rede de proteção ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal é um órgão permanente, organizado e mantido pela União; suas competências constam na Constituição e no Decreto nº 11.348 de 2023.
A Constituição atribui à PF a função central de “apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas”.
Compete também à PF prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes, o contrabando e o descaminho; exercer polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; e desempenhar, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
O Decreto nº 11.348/2023 amplia atribuições: a PF deve coibir a turbação e o esbulho possessório de bens da União, acompanhar inquéritos sobre direitos humanos e conflitos agrários quando houver crime federal, e prestar segurança ao presidente, ao vice e a seus familiares quando solicitada.
O diretor‑geral da PF é escolhido pelo presidente da República entre os ocupantes da última categoria de promoção funcional; é o cargo máximo de comando da instituição.
Andrei Rodrigues assumiu o comando da PF em 2023, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Márcio Nunes de Oliveira, último diretor‑geral nomeado pelo ex‑presidente Jair Bolsonaro.
O afastamento preventivo passa a substituir Rodrigues nas funções até que sejam apuradas as novas revelações sobre o Caso Master.