Ministro de Israel diz que Exército pode “terminar o trabalho” em Gaza e expulsar moradores
Israel Katz afirmou nesta quarta que 70% de Gaza já foi esvaziada e que há plano para migrar os 2 milhões de habitantes, se receber ordem
O ministro da Defesa Israel Katz afirmou nesta quarta, 16, que o Exército está preparado para “terminar o trabalho” em Gaza e expulsar os dois milhões de palestinos que vivem no território.
Ele disse que 70% de Gaza foram esvaziados durante a ofensiva israelense desencadeada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, e elogiou o cessar‑fogo anunciado em outubro de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por permitir o retorno de reféns.
Katz afirmou que o desarmamento do Hamas, parte do acordo, “não vai acontecer” e que, assim que receber a diretriz para eliminar o Hamas, o Exército concluirá o trabalho para implementar “o plano migratório”.
Neste mês, Katz disse estar pronto para expulsar os palestinos de Gaza por terra e mar, mas que aguardava os Estados Unidos discutirem para onde seriam levados os dois milhões de habitantes.
O embaixador norte‑americano Mike Huckabee negou qualquer plano de “deslocar pessoas para fora de Gaza contra sua vontade”, e o Egito voltou a rejeitar deslocamentos para a península do Sinai.
Durante visita do presidente palestino Mahmoud Abbas ao Egito, o presidente egípcio Abdel Fatah al‑Sisi reiterou a oposição do Cairo a deslocar o povo palestino ou aniquilar a causa palestina; Abbas elogiou as posições do Egito, segundo a agência Wafa.
Katz classificou o plano migratório como voluntário e afirmou que a maioria dos palestinos deseja sair; quase toda a população de Gaza já foi deslocada internamente e a maior parte do território está em ruínas por causa da guerra.
7 de outubro de 2023 — ataque do Hamas que matou 1.221 pessoas (contagem AFP com números oficiais israelenses).
251 — reféns levados para Gaza pelos combatentes do Hamas.
mais de 73.700 — mortes registradas pelo Ministério da Saúde de Gaza na campanha de Israel; número considerado confiável pela ONU.