MobiGravataí nasce para enfrentar frustração de R$ 100 milhões na Prefeitura
Grupo plural e apartidário quer reunião com o prefeito sobre o Decreto de Contingenciamento nº 24.522/2026.

Líderes de mais de dez entidades fundaram o MobiGravataí para responder a uma frustração de receita de R$ 100 milhões.
O primeiro encaminhamento é convidar o prefeito Luiz Zaffalon para reunião formal sobre o Decreto de Contingenciamento nº 24.522/2026, baixado em agosto.
A fundação ocorreu na sede da OAB Subseção de Gravataí, com aprovação unânime; o grupo se define como mobilização permanente, plural e apartidária.
Participaram representantes do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), Consepro, Observatório Social, Sindilojas, Associação Comercial das Moradas do Vale (ACOMOV), Rotary, Liga de Combate ao Câncer, sindicatos e associações de moradores.
A prefeitura registrou relação despesa corrente/receita corrente de 88,29%, enquadramento no artigo 167-A da Constituição, e perda de arrecadação estimada em R$ 100 milhões em 2026.
O Valor Adicionado Fiscal (VAF) geral caiu 15%, com retração de 42% no VAF da General Motors; há ainda ameaça de fechamento da Prometeon e queda no repasse do ICMS estadual.
O decreto de cortes prevê redução de 40% em contratos com recursos livres; corte de até 50% em contratos da saúde acima do piso constitucional; avaliação de redução de 10% na folha de cargos em comissão e emergenciais; fim de eventos, coffee breaks, horas extras e diárias; cotas rígidas de combustível; e renegociação de aluguéis.
O prefeito Luiz Zaffalon afirmou, na apresentação do decreto em 15 de setembro: “Não é um problema só do prefeito. Sem cortes, não conseguiremos manter serviços essenciais” e “Em dois anos pego o boné e vou embora, se tiver boné ainda…”.
Zaffalon abriu os números e informou que o caixa próprio para investimentos em 2026 e 2027 é zero, justificando as medidas de contenção.
A proposta do MobiGravataí é mapear prioridades, fiscalizar aplicação de recursos e articular emendas em Porto Alegre e Brasília para evitar paralisação de obras estruturantes.
O próximo passo é a data da reunião com o prefeito para explicação dos fundamentos, impactos e perspectivas do decreto — o grupo ainda não marcou o encontro.