Moraes afirma que PF presumiu que notas de Vorcaro eram mensagens ao ministro
Defesa entregue nesta terça (15) a Fachin diz que relatório da PF falha ao provar envio das anotações

As anotações no bloco de notas do iPhone do banqueiro Daniel Vorcaro foram tratadas pela Polícia Federal como mensagens enviadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A defesa entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, na madrugada desta terça (15), afirma que o relatório da PF, por ordem do ministro André Mendonça, “presume-se, sem qualquer efetiva comprovação” que os textos foram enviados.
O ministro diz que o documento não demonstra que as anotações chegaram a ser enviadas a alguém e que a PF desconsiderou quatro hipóteses alternativas: 1) o conteúdo não foi enviado; 2) foi enviado a várias pessoas em momentos distintos; 3) foi enviado e apagado antes de ser visto; 4) foi enviado e nunca visualizado.
As anotações foram apreendidas no celular de Vorcaro na Operação Compliance Zero; a defesa concentra nesse ponto um dos argumentos técnicos apresentados a Fachin.