Movimento Inclusivass completa 12 anos e cobra políticas para mulheres com deficiência
Ativistas ocupam a tribuna da Câmara de Porto Alegre e pedem leis municipais e atenção às sobreviventes de tentativas de feminicídio

O Movimento Feminista Inclusivass completa 12 anos neste mês de agosto, com ato em Porto Alegre e agenda de mobilização.
No dia 31 de agosto, o grupo ocupará a tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre para defender dois projetos do vereador Giovane Culau: o Dia Municipal da Mulher com Deficiência e a Semana Municipal de Luta e Visibilidade da Mulher com Deficiência.
Entre 24 e 30 de agosto a Semana Municipal será celebrada, com encerramento em 30 de agosto, data que marca os 12 anos do movimento e lembra o início em 30 de agosto de 2014 na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre.
O movimento participou do lançamento do Dossiê Há vida por trás dos dados, do Observatório de Feminicídios Lupa Feminista, e integra a agenda que defende atenção integral às mulheres sobreviventes de tentativas de feminicídio.
O Projeto de Lei nº 1.042/2026, de autoria da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), institui a Política de Atenção Integral e Proteção às Mulheres Sobreviventes de Tentativas de Feminicídio e seus filhos e filhas; o PL reconhece sequelas físicas, psicológicas e sociais, inclusive deficiências.
O Censo Demográfico de 2022 identificou 772.077 pessoas com deficiência no Rio Grande do Sul; 58% são mulheres, quase 450.000 mulheres.
No primeiro semestre de 2026, a Secretaria da Segurança Pública do RS registrou 41 feminicídios, ante 36 no mesmo período de 2025; o Observatório Lupa Feminista contabilizou 50 casos no mesmo período.
O movimento alerta que os dados não revelam a diversidade de deficiências, nem quantas mulheres já viviam com deficiência ou a adquiriram em decorrência da violência, e reivindica políticas públicas com participação das próprias mulheres com deficiência.
As Inclusivass realizaram atividades durante o Agosto Lilás: ações em escolas, caminhada, audiência pública, lives e um encontro online com mais de 90 mulheres com deficiência de diferentes estados.
O movimento destaca a necessidade de acolhimento, acessibilidade, reabilitação, saúde, renda e proteção para mulheres que sobreviveram a tentativas de feminicídio, além de políticas para seus filhos e filhas.