Municípios intensificam combate ao tabagismo diante do avanço dos cigarros eletrônicos
CNM pede que prefeituras atualizem prevenção e usem Atenção Primária para orientar jovens e famílias

Prefeituras recebem o papel central no enfrentamento ao tabagismo e ao crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens.
A recomendação da Confederação Nacional de Municípios inclui atualizar estratégias de prevenção e comunicação municipal até que haja diretrizes nacionais revisadas.
Vigitel mostra queda de fumantes adultos de 15,7% em 2006 para 11,5% em 2024, com menor índice em 2021, de 9%.
A PeNSE 2024 indica que 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram cigarro eletrônico, ante 16,8% em 2019; aumento aparece em todas as regiões do país.
A CNM afirma que não basta tratar só o cigarro convencional; os municípios precisam abordar novos produtos de nicotina e as estratégias de marketing voltadas a adolescentes.
A Atenção Primária à Saúde é apontada como espaço estratégico para prevenção, acompanhamento de usuários e redução de riscos para doenças crônicas.
Algumas ações municipais já em curso: Itaipulândia (PR) tem a campanha “POD NÃO PODE!” com palestras e materiais informativos; São José (SC) integrou ações ao Programa Saúde na Escola e capacitou profissionais da saúde.
15,7% — percentual de adultos fumantes em 2006
11,5% — percentual de adultos fumantes em 2024
9% — menor índice registrado em 2021
29,6% — estudantes de 13 a 17 anos que já experimentaram cigarro eletrônico em 2024
16,8% — estudantes que já tinham experimentado em 2019
A próxima etapa é que os municípios revisem planos locais de prevenção, ampliem campanhas nas escolas e capacitem equipes de saúde primária para atender e orientar adolescentes e famílias.