Novo Hamburgo aprova fim de eleições diretas para diretores escolares (7 a 5)
Projeto 51/2026 troca voto da comunidade por avaliação técnica, com lista tríplice enviada ao prefeito Gustavo Finck (PP).

A Câmara aprovou nesta quarta (9) o PL 51/2026 que acaba com a eleição direta para diretores de escolas de Novo Hamburgo (7 votos a favor, 5 contra).
A mudança institui formação, certificação e avaliação dos candidatos; o conselho escolar pontua planos e envia até três nomes ao prefeito, que escolherá sempre o 1º colocado; o primeiro mandato termina em dezembro de 2029.
O projeto, encaminhado pela Prefeitura em abril, amplia mandatos para quatro anos e permite recondução; antes, o mandato previsto era de dois anos e havia previsão de indicação justificada de um quarto educador.
Para concorrer, professores precisarão ter nível superior em pedagogia com habilitação para gestão escolar, ou licenciatura plena com pós-graduação em educação, gestão escolar ou especializações, segundo o Executivo.
Empossado, o diretor poderá nomear o vice e, com a Secretaria de Educação (Smed), completar a equipe diretiva; a Prefeitura suprimiu um artigo genérico e manteve que o prefeito só escolherá o 1º colocado.
As alterações foram debatidas após diálogo entre o prefeito Gustavo Finck (PP) e o secretário da Educação, André Luís da Silva; o líder do governo, Giovani Caju (PP), reuniu vereadores a portas fechadas antes da sessão.
A vereadora Deza Guerreiro (PP) mudou o voto a favor por atender demandas do Sindicato dos Professores; as vereadoras Professora Luciana Martins (PT) e o vereador Enio Brizola (PT) criticaram o projeto como retrocesso.
Durante a votação, o vereador Cristiano Coller (PP) votou contra, mas agradeceu o secretário André Luís por alterações solicitadas; o Executivo diz que o objetivo é basear a escolha em critérios técnicos de mérito e desempenho.