“O Anchieta concorda?”: deputada eleita do PL cobra escola após manifesto jesuíta contra a extrema direita

PRedação Política.RS17 de out. de 2026, 15h48· 2 acessos
“O Anchieta concorda?”: deputada eleita do PL cobra escola após manifesto jesuíta contra a extrema direita
Imagem: Politica News

A oito dias do segundo turno, um manifesto da Rede Jesuíta chegou às portas de uma das escolas mais tradicionais de Porto Alegre e virou caso político. A deputada estadual eleita Ali Klemt (PL), mãe de alunos do Colégio Anchieta, quer saber se a instituição onde os filhos estudam assina embaixo de um texto que acusa a extrema direita de usar a fé para enfraquecer a democracia.

O documento, intitulado “Um voto pela democracia”, foi divulgado pela Rede Jesuíta de Justiça Socioambiental (RJSA) e pela Província dos Jesuítas do Brasil com foco na votação de 25 de outubro. O texto trata de participação eleitoral, valores cristãos e questões sociais, mas o trecho que acendeu a polêmica é direto: afirma que “a extrema direita tem ocupado o debate público e avançado no sistema político usando valores religiosos e enfraquecendo a democracia”.

A resposta veio em vídeo nas redes sociais. Ali Klemt perguntou publicamente se o Anchieta, ligado à Rede Jesuíta, concorda com o manifesto e quais critérios foram usados para rotular grupos políticos como extrema direita. Para ela, o texto tem cara de orientação de voto, porque não dirige críticas equivalentes a correntes comunistas e socialistas de matriz marxista.

A cobrança não vai ficar nas redes. Ali Klemt anunciou que irá ao colégio na segunda-feira (19) para pedir uma reunião com a direção e explicações sobre o manifesto. Ela também convocou pais e mães de alunos de outras escolas jesuítas a lerem o documento e exigirem posicionamento das instituições.

O Colégio Anchieta ainda não se pronunciou publicamente sobre os questionamentos.

Gostou? Leve essa notícia adiante
WhatsApp

Leia também