“O Brasil precisa ser governado por quem já passou fome”
Texto assinado pelo secretário executivo da Comissão Episcopal da CNBB NE 2 lista políticas sociais, números de 2025 e medidas de 2026.

“O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora”, escreveu Carolina Maria de Jesus.
Em 2025, o país atingiu 103 milhões de pessoas ocupadas e taxa média de desemprego de 5,6%.
Luiz Inácio saiu de Pernambuco em dezembro de 1952, com sete anos, em caminhão pau-de-arara, e tornou-se líder sindical e presidente da República.
O texto aponta que o governo Lula retomou e ampliou ações de combate à fome e à pobreza, citando Bolsa Família, valorização do salário mínimo, Minha Casa Minha Vida, alimentação escolar e apoio à agricultura familiar.
Desde 2026, rendimentos mensais de até R$ 5.000 deixaram de ser tributados pelo Imposto de Renda; há redução progressiva para até R$ 7.350.
O Minha Casa Minha Vida passou a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13.000, permitindo financiamento de imóveis de até R$ 600.000.
O Plano Safra 2026/2027 programou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial; o Pronaf prevê R$ 85,2 bilhões para a agricultura familiar.
Em 2025, o PIB cresceu 2,3% e alcançou R$ 12,7 trilhões, com crescimento na agropecuária, indústria e serviços.
Na saúde, o texto cita SUS, Mais Médicos e Farmácia Popular; na educação, Pé-de-Meia, educação integral, alfabetização, institutos e universidades federais.
Na cultura, menciona Ministério da Cultura, Lei Paulo Gustavo, Política Nacional Aldir Blanc e Pontos de Cultura; na segurança, financiamento federal, SUSP, inteligência e ações contra crime organizado, tráfico e violência contra mulheres.
O autor critica a contradição de quem defende Estado mínimo após buscar estabilidade no serviço público, e ressalta que incentivos beneficiam também agricultura empresarial, indústria, comércio e serviços.
Como cristão e padre católico, o autor faz seu discernimento à luz da Doutrina Social da Igreja, citando dignidade humana, bem comum, solidariedade, justiça social e opção preferencial pelos pobres.
O texto conclui lembrando desigualdades, direitos a assegurar e a necessidade de cuidar da Casa Comum, fechando com a frase de Milton Nascimento e Fernando Brant: “Se muito vale o já feito, mais vale o que será.”
Assina o texto o secretário executivo da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso do Regional da CNBB NE 2.