Observatório revela erro de diagnóstico e falha no acesso a tratamento para doenças crônicas de pele
Plataforma lançada em 15 de outubro reúne 678 respostas de 25 estados e mostra demora, diagnósticos incorretos e barreiras ao tratamento
O Observatório Brasileiro de Doenças Crônicas de Pele mostra diagnóstico errado, demora para identificação e dificuldade de acesso ao tratamento entre pacientes.
A plataforma foi lançada em 15 de outubro pela Associação Psoríase Brasil e já soma 678 respostas de 25 estados e 281 cidades.
O Observatório reúne relatos de pessoas com psoríase, artrite psoriásica, dermatite atópica, hidradenite supurativa, alopecia areata, vitiligo, prurigo nodular e urticária crônica espontânea, além de familiares e cuidadores; a base usa um questionário com 43 perguntas e permite recortes por estado e doença.
“Quando conseguimos enxergar onde estão as barreiras, temos muito mais força para identificar o que precisa mudar”, disse Gladis Lima, presidente da Psoríase Brasil, no lançamento da plataforma.
678 — respostas registradas
25 — estados com participantes
281 — cidades de origem dos participantes
73% — relataram ao menos um diagnóstico incorreto
40% — levaram mais de cinco anos até o diagnóstico correto
63% — enfrentaram dificuldade para acessar o tratamento indicado
26% — deixaram de consultar ou tratar por causa da distância
96% — relataram impacto significativo na qualidade de vida
O Observatório está aberto ao público no site da entidade e convida pacientes, familiares e cuidadores a responderem o questionário em https://psoriasebrasil.org.br/observatorio.