Ocupação Palestina Livre – Marcela Vive retoma moradia no centro de Porto Alegre
Prédio ocupado em 7 de setembro abriga 15 famílias; projeto do MLB foi incluído no Minha Casa, Minha Vida Entidades para 35 unidades.

Ocupação Palestina Livre – Marcela Vive ocupa desde 7 de setembro o prédio da antiga Sociedade Espírita Allan Kardec no Centro Histórico de Porto Alegre, reunindo 15 famílias.
O MLB apresentou o imóvel entre os 19 projetos do estado selecionados na chamada do Minha Casa, Minha Vida Entidades; a proposta prevê 35 moradias e espaços coletivos.
O prédio tem oito andares, três inacabados, e problemas de infiltração nos andares superiores, mas o movimento diz ser possível transformá-lo em moradia após reforma, segundo o coordenador Luciano Schafer.
Após a ocupação, o MLB iniciou conversas com a Sociedade Espírita, a Justiça, o Ministério Público e uma comissão do Tribunal de Justiça sobre regularização e aquisição do imóvel.
O coordenador afirma que o movimento cadastrou 98 mil unidades na chamada, contra previsão de recursos para 35 mil; mobilizações em Brasília teriam revertido critérios e permitido incluir projetos em fase de projeto.
A nomeação une solidariedade à causa palestina e homenageia Marcela, integrante do movimento que morreu pouco antes da ocupação; Maurício Guterres Falcão coordena a ocupação desde o primeiro dia.
15 famílias — ocupam o prédio desde 7 de setembro
35 unidades — previsão do projeto do MLB
19 projetos — número de projetos do estado selecionados na chamada
98.000 unidades — cadastradas pelo movimento na chamada
35.000 unidades — previsão de recursos inicialmente disponível
8 andares — altura do prédio; 3 inacabados — limitações estruturais
>11 milhões de imóveis desocupados — dado do IBGE citado na matéria
“Nós voltamos, voltamos para o bairro”, disse a antiga coordenadora dos Lanceiros Negros presente na ocupação, resumindo a retomada do grupo ao entorno da antiga Ocupação Lanceiros Negros.
O próximo passo anunciado é usar parte dos recursos do Minha Casa, Minha Vida Entidades para pagar a Sociedade Espírita e concluir a aquisição, seguida de obras para transformar o prédio em 35 unidades e espaços comunitários.