Orlando Fonseca diz que segundo turno decide o rumo político do país
O professor aposentado da UFSM alerta para influência das redes, judicialização e risco de continuidade do padrão de governo vigente.

Orlando Fonseca, professor titular aposentado da UFSM, afirma que o segundo turno será decisivo para a direção política do país.
A decisão do próximo domingo pode manter o ritmo e o padrão do governo vigente ou provocar mudança alinhada a influências regionais, segundo o autor.
Ele descreve uma campanha marcada pelo uso intenso das redes sociais e por mobilização de rua nesta reta final, com pesquisas indicando empate técnico entre os dois concorrentes.
Fonseca critica a concentração das plataformas digitais nas mãos de poucos bilionários e lembra movimentos sociais anteriores — Primavera Árabe, jornadas de junho de 2013 — como antecedentes do uso das redes.
O texto aponta ainda uma judicialização exacerbada do processo eleitoral, com intervenção ostensiva das cortes superiores e risco de politização do STF e do TSE.
Ele observa que as duas candidaturas propõem reformas no sistema judiciário e defende que eventuais mudanças tenham o objetivo de melhorar, não enfraquecer, os pilares republicanos.
O autor amplia o cenário internacional, citando polarizações como China x EUA e Rússia x Europa, e qualifica o futuro como nebuloso e soturno.
Orlando Fonseca é professor titular aposentado da UFSM, doutor em Teoria da Literatura, mestre em Literatura Brasileira, ex-secretário municipal de Cultura e autor de obras literárias.
O próximo passo é o comparecimento às urnas no próximo domingo, que Fonseca considera ato individual com impacto coletivo sobre a democracia.