Padilha: mudanças climáticas são crise de saúde pública
Ministério defende adaptação dos sistemas de saúde e alerta para efeitos intensos do El Niño em 2026

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo.
O ministério diz que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa já a partir deste mês, e que esses efeitos podem durar pelo menos até março de 2027.
Padilha citou a Organização Mundial da Saúde ao lembrar que uma em cada quatro mortes registradas globalmente está relacionada às mudanças climáticas.
O ministro apontou que o aumento da temperatura média pode favorecer a expansão do mosquito Aedes aegypti para o Sul do país, inclusive para o Rio Grande do Sul, e aumentar doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, pelas ondas de calor extremo.
Ele também destacou que o Reino Unido já registra presença do Aedes aegypti, vetor típico de países tropicais, e disse ser urgente adaptar os sistemas de saúde para enfrentar esses riscos.
Questionado sobre a preparação para eventos climáticos como as graves inundações de 2024 em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado agora do que estava à época.
"Atingimos um El Niño muito forte, com a possibilidade de termos o mais forte da série histórica", alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, sobre a intensidade e duração dos efeitos no país.
O ministério afirma ser necessário manter estado de alerta e vigilância em todas as regiões do país.