Parque Canoas de Inovação adota quádrupla hélice até 1º semestre de 2027
Gestão ficará paritária entre Município, empresas, universidades e sociedade civil; edital e transição têm cronograma definido

O Parque Canoas de Inovação, em Guajuviras (Canoas), mudará a gestão para o modelo quádrupla hélice até o primeiro semestre de 2027.
A gestão passará a ser paritária, com um voto para cada eixo: Município, empresas instaladas, instituições de ensino superior e representação da sociedade civil ligada à tecnologia e inovação.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI) informou que será aberto um edital de chamamento público até a primeira quinzena de outubro para selecionar universidades da região e uma entidade representativa da sociedade civil.
O lançamento do edital está previsto para ocorrer até o fim deste ano e o processo de transição deve ser concluído no início do próximo ano, com contrato de gestão de cinco anos e possibilidade de renovação por mais cinco anos.
Será escolhida também uma entidade gestora executiva sem fins lucrativos responsável pela administração do parque, captação de recursos, zeladoria e desenvolvimento estratégico; a vencedora deverá apresentar um plano detalhado de ação e expansão.
Paralelamente, a SMDEI projeta expansão física: pedido de desmembramento de 22 hectares para iniciar a segunda fase, construção do primeiro prédio institucional, criação de um hub de inovação com incubadoras e implantação de um centro de tecnologia para testes e pesquisas.
Atualmente o parque abriga três empresas que geram cerca de 500 empregos; outras três companhias estão em processo de instalação e devem concluir a entrada no parque até 2027, criando entre 300 e 400 novos postos de trabalho.
A meta de longo prazo é atingir até 90 empresas instaladas e a criação de 10 mil empregos; se confirmada, a consolidação do parque pode representar um aumento de aproximadamente 20% no PIB de Canoas.
"Desde a inauguração do PCI em 2018, o modelo de gestão é exclusivo do Município. Já no modelo quádrupla hélice, as tomadas de decisão passam a ser compartilhadas, garantindo um voto para cada um dos quatro eixos do ecossistema", declarou a secretária da SMDEI, Patrícia Augsten.