Pesquisas eleitorais são a colherada que prova o tempero do feijão
Rejeição, brancos, nulos, indecisos e margem de erro definem o alcance prático de cada levantamento

Pesquisas eleitorais são como provar o tempero do feijão: uma colherada revela o momento.
Rejeição, votos brancos e nulos, indecisos e margem de erro mudam a leitura dos resultados.
Cristina André usa a comparação com o feijão para explicar que uma amostra fidedigna representa proporcionalmente todos os eleitores.
Entrevistas a grupos representativos permitem inferir quem se elegeria naquele instante da pesquisa, desde que a amostra seja proporcional.
No gráfico, observe se a curva é crescente, decrescente ou constante e compare as trajetórias dos oponentes.
A porcentagem de rejeição aponta o eleitorado teoricamente irreversível no período de campanha.
O número de indecisos indica possíveis alvos para propaganda e mobilização de campanha.
A margem de erro do instituto pode ocultar ou acentuar diferenças entre concorrentes, e não aparece no gráfico.
Resultados de pesquisa valem apenas para o momento em que pesquisador e eleitor estão na entrevista.
"Não se faz necessário comer toda a panela de feijão para verificar o sabor", escreveu Cristina André, sintetizando a analogia.
Quando realizadas por institutos capacitados e divulgadas sem manchetes sensacionalistas, pesquisas bem-feitas informam o pensamento coletivo.