Pezenti: 'O agro não é fascista' após fala de Lula em Florianópolis
Deputado do MDB respondeu em vídeo com números sobre juros, preços e políticas do governo federal

O deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC) disse: "O agro não é fascista. E não deve ficar de joelhos para presidente nenhum."
No dia 19 de setembro, na praça Tancredo Neves, em Florianópolis, Lula afirmou que o agronegócio "deveria não só votar, mas se ajoelhar" e relacionou rejeição ao PT a uma "questão de pele".
No vídeo, gravado ao lado de um curral, Pezenti afirmou que o Pronaf Mais Alimentos cobra hoje juros de até 7,5% ao ano.
Ele disse que, no governo Bolsonaro, a taxa partia de menos de 1% e chegava a 4,5%.
Pezenti citou preços: soja a R$ 200 a saca, milho a R$ 100 e leite a R$ 3,80 o litro.
A lista de críticas incluiu a maior crise da história do setor leiteiro, o calote na subvenção do seguro rural e um Plano Safra com os juros mais altos da história.
Ele também mencionou o veto ao PL dos safristas, a tentativa de proibir o cultivo da tilápia, a mudança no calendário que barra a soja safrinha e a campanha do governo federal contra o tabaco.
7,5% — taxa do Pronaf Mais Alimentos hoje
menos de 1%–4,5% — faixa de juros do Pronaf no governo Bolsonaro
R$ 200 — preço citado da saca de soja
R$ 100 — preço citado da saca de milho
R$ 3,80 — preço citado do litro de leite
30% — participação de Santa Catarina no mercado brasileiro de suínos, lembrada por Lula
"Será mesmo que o Lula tá ao lado do pequeno produtor?", perguntou Pezenti no vídeo.