PF abriu inquérito depois de ataques contra a deputada Any Ortiz
A investigação foi iniciada em 21 de setembro a pedido do Ministério Público Eleitoral; processo tramita no TRE-RS.

A Polícia Federal abriu inquérito em 21 de setembro, a pedido do Ministério Público Eleitoral, sobre ataques à deputada Any Ortiz (PP).
Os posts que originaram o caso foram publicados por Matheus Gomes (PSOL) nas redes sociais desde 2024, alegando que Any seria contra reduzir a jornada por ser herdeira de uma rede de supermercados.
Any Ortiz nega ser herdeira da empresa criada pela avó e sua defesa afirma que as manifestações ultrapassaram o debate político, desencadeando ataques e ameaças.
Comentários reunidos no processo incluem conteúdo de caráter misógino e sexual e expressões depreciativas ligadas à condição de mulher, que teriam a intenção de constranger a deputada e dificultar o exercício do mandato.
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados apresentou representação em defesa de Any Ortiz e das prerrogativas do mandato parlamentar.
As condutas apontadas podem, em tese, configurar o crime de violência política contra a mulher previsto no Código Eleitoral; o processo tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).
Matheus Gomes negou ter ofendido a deputada, disse que fez crítica política à posição dela sobre a escala 6×1, afirmou que não pode responder por ações de terceiros, afirmou que repreendeu comentários machistas nas redes e declarou já ter recebido decisões favoráveis em outras instâncias.