Piso tátil danificado deixa rotas sem continuidade em Canoas
Trechos quebrados e obstáculos em torno da Prefeitura, Câmara e Biblioteca prejudicam a mobilidade de pessoas com deficiência visual.

Pisos táteis quebrados e trechos sem continuidade impedem circulação segura para deficientes visuais e pessoas com mobilidade reduzida em Canoas.
A cidade está na 29ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, evento que reforça a necessidade de avanços em acessibilidade.
Os problemas ocorrem nos arredores da Prefeitura, da Câmara de Vereadores e da Biblioteca Pública João Palma da Silva, e em ruas de grande circulação como a 15 de Janeiro e Guilherme Schell.
Moradores relatam falta de planejamento: o piso tátil aparece isolado, sem conexão entre serviços públicos, espaços comerciais e equipamentos coletivos.
Mara Machado da Luz, 39 anos, deficiente visual, disse que o piso está "quebrado, faltam peças, piso tátil que termina em lugar nenhum" e pediu rotas táteis contínuas que garantam independência.
Kelly Oliveira, tesoureira da Associação dos Deficientes Visuais de Canoas (Adevic), afirmou que a enchente de 2024 piorou a situação e criticou o uso da tragédia como justificativa para a demora nas recuperações.
A legislação municipal determina que proprietários mantenham piso tátil em zonas comerciais; o Município é responsável por prédios públicos, e a fiscalização cabe à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano.
Em julho do ano passado a Prefeitura informou que reparos no entorno do Paço Municipal e da Biblioteca estavam em execução; o serviço não se confirmou e os trechos seguem danificados.
A Prefeitura foi procurada desde segunda-feira (24) e ainda não se manifestou; a comunidade e entidades cobram planejamento, manutenção e fiscalização permanentes.