PL rejeita acordo com Alcolumbre e lança Marinho à presidência do Senado

Com 29 senadores a partir de fevereiro, partido aposta em dissidências no centro para barrar a reeleição do atual presidente da Casa
A bancada do PL e senadores de oposição de outras legendas descartaram um acordo para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) no comando do Senado. Em vez disso, o partido de Jair Bolsonaro vai lançar, na quarta-feira da próxima semana, a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa.
A partir de fevereiro, o PL terá 29 senadores, mais de um terço das 81 cadeiras, o que dá à sigla força para ameaçar a recondução de Alcolumbre. A estratégia é atrair votos de dissidentes em partidos de centro.
Os parlamentares do PL se reúnem na próxima semana para formalizar o nome de Marinho, que já tem o aval de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, e do irmão dele, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC).