Porto Alegre tem 7 escolas públicas sem ligação à rede de esgoto
Levantamento de 2025 mostra também 2,9 mil escolas gaúchas precisam de conexão; universalização está prevista para 2033

Sete das 346 escolas públicas de Porto Alegre não têm ligação à rede de esgoto, aponta o Censo Escolar de 2025.
Essa deficiência integra 2,9 mil escolas do Rio Grande do Sul que ainda precisam se conectar às redes de água ou esgoto, e a projeção é concluir a universalização até 2033.
O mapeamento foi desenvolvido em parceria com a Secretaria Estadual de Educação desde 2024; na primeira mobilização, em junho de 2025, 2,6 mil escolas foram fiscalizadas por visitas presenciais.
Dos 4,6 mil estabelecimentos já conectados (68,9% do total mapeado), o levantamento mostrou que 74% estavam sem certificado de potabilidade da água e 54% não tinham coleta de esgoto.
Também foram constatados: 17% sem água potável, 13,1% com fornecimento irregular e 6,8% sem banheiros; em Porto Alegre três das sete escolas sem esgoto são indígenas, e uma delas não tem banheiro.
Desde o início do projeto, 289 escolas foram conectadas à rede de esgoto; a adequação é feita sem custos às escolas, conforme lei federal.
A falta de saneamento impacta aprendizagem e saúde: o Instituto Trata Brasil indica que a carência aumenta em quase 50% a chance de atraso escolar, e em 2024 mais de 100 mil crianças menores de nove anos foram internadas por doenças ligadas à falta de saneamento.
"As instituições com saneamento inadequado geralmente estão em locais em que essa condição é regra", afirmou Mário Lahorgue, pesquisador do Observatório das Metrópoles e professor da UFRGS.
O mapeamento e as fiscalizações seguem em andamento para promover as adequações necessárias e atingir a universalização até 2033.