Presidente da CNA diz que ajuste das contas é “necessidade imperativa”
João Martins falou no evento Agenda Brasil, em São Paulo, que o descontrole dos gastos e os juros altos ameaçam empresas, famílias e o agro.

João Martins, presidente da CNA, afirmou na abertura do evento “Agenda Brasil – Crescimento, Emprego e Competitividade”, nesta terça (25), em São Paulo, que o ajuste das contas públicas “é uma necessidade imperativa”.
Martins disse que o descontrole dos gastos tornou a economia “inóspita e hostil”, que a dívida pública cresce e os juros empurram investimentos para fora do país.
O encontro reuniu 500 convidados e foi promovido em parceria com O Estado de S. Paulo; a programação incluiu a abertura de Martins e dois painéis: “Responsabilidade Fiscal como Vetor da Competitividade Nacional” e “Produtividade e Emprego: Novas Diretrizes para as Políticas Públicas”.
Dois estudos inéditos encomendados pelo Sistema CNA/Senar foram divulgados durante o evento e serviram de base para os debates.
Martins deu dados sociais: 70% da população empregada ganha até dois salários-mínimos e cerca de 30 milhões de famílias dependem de transferências de renda do Estado.
Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, afirmou que o agro alimenta mais de 1 bilhão de pessoas, responde por cerca de um quarto do PIB e dos empregos e por metade das exportações, e sofre com endividamento devido a juros altos e inflação.
A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, cobrou maior responsabilidade fiscal, criticou as atuais taxas de juros — que “não descem a patamares decentes” — e pediu previsibilidade de recursos e ampliação do seguro rural.
25 de terça — data da abertura do evento em São Paulo
500 convidados — número de participantes no encontro
70% — parcela da população empregada que recebe até dois salários-mínimos
30 milhões — famílias que dependem de transferências estatais
mais de 1 bilhão — pessoas alimentadas pelo agro
~25% — participação aproximada do agro no PIB e nos empregos
50% — participação aproximada do agro nas exportações
Martins afirmou que “os maiores juros reais de todo o mundo” estão envenenando o país e conclamou setores responsáveis a elevar a voz para evitar a destruição de empresas e empregos.