Pretto defende regionalização da saúde e diz: “nosso Estado parou”
Candidato a vice na chapa de Juliana Brizola prioriza saúde, educação, proteção às mulheres e infraestrutura na Serra Gaúcha

Edegar Pretto, candidato a vice‑governador na chapa de Juliana Brizola (PDT), afirmou nesta quinta, 1°, que o Rio Grande do Sul “parou” e prometeu um novo projeto de desenvolvimento.
A prioridade imediata é reduzir a fila de saúde: Pretto disse que 800 mil gaúchos aguardam por cirurgias, exames ou consultas e que a solução passa pela regionalização da gestão.
Na entrevista à Spaço FM, ele defendeu ampliar a gestão regionalizada da saúde em parceria com municípios e hospitais, citou como alvo ocupar espaços ociosos e criticou o percentual estadual aplicado à saúde — “cerca de 9%” do orçamento, abaixo do mínimo constitucional de 12%.
Pretto listou também educação, proteção às mulheres e infraestrutura como prioridades, propondo investir na formação de mão de obra para atender a indústria e criar um projeto estadual de proteção às mulheres coordenado por Juliana Brizola, citando casos de feminicídio como razão para ampliar ações.
Ele disse que o novo projeto de desenvolvimento aproveitará a agricultura, a indústria e as universidades, e destacou a Serra Gaúcha: “a locomotiva econômica do Rio Grande do Sul está aí” e precisa de investimentos em estradas e outras estruturas.
Contexto político: Pretto criticou governos que administram o Estado há 12 anos e afirmou que não há justificativa para pedir mais quatro anos diante dos problemas atuais.
800.000 — gaúchos aguardando cirurgias, exames ou consultas
~9% — percentual do orçamento estadual destinado à saúde, segundo Pretto
12% — percentual mínimo de saúde exigido pela Constituição, segundo Pretto
12 anos — período de governos que Pretto criticou
3 mandatos — número de mandatos de Juliana Brizola como deputada estadual
3 anos e meio — tempo de Pretto como presidente da Conab
“12 anos, 12 anos se passaram, e como eu disse, o nosso Estado parou, nosso Estado está perdendo oportunidade, perdeu protagonismo econômico, social e político”, disse Pretto na entrevista.