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Priscila Voigt diz ser contra PPPs e privatizações e promete acabar com pedágios

Candidata ao governo pelo Unidade Popular tem chapa 100% feminina e propõe gestão pública direta de rodovias

Redação POLITICA.RS21 de ago. de 2026 · 19h332 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Priscila Voigt diz ser contra PPPs e privatizações e promete acabar com pedágios
Reprodução: www.gaz.com.br

Priscila Voigt, candidata ao governo pelo Unidade Popular, é contra parcerias público-privadas (PPPs) e privatizações.

Ela afirma que vai acabar com os pedágios e investir o dinheiro público na construção e manutenção das rodovias estaduais.

Nutricionista com residência em saúde coletiva em Porto Alegre, Voigt coordenou o Movimento de Luta nos Bairros (MLB), que organiza ocupações para moradia digna.

Voigt afirma que PPPs e privatizações destinam recursos públicos a empresas e critica a concentração de candidaturas: “Tentam fazer parecer que existem apenas quatro candidatos, mas a verdade é que esses quatro defendem um projeto de direita.”

A chapa é 100% feminina; a vice é Naftaly Pereira do Nascimento, também do Unidade Popular.

No plano agrícola, Voigt defende reforma agrária, investimento massivo na agricultura familiar e melhor condição de trabalho para pequenos produtores, incluindo os do tabaco.

Cita 1,7 milhão de gaúchos em insegurança alimentar e diz que 70% do que se consome vem da agricultura familiar, enquanto o agronegócio exporta soja e gado.

Denuncia jornadas extenuantes de trabalho rural, de 10 a 16 horas, uso indiscriminado de agrotóxicos e intoxicação pela planta do tabaco afetando a saúde.

Propõe investir em transporte ferroviário para reduzir caminhões e acidentes, e qualificar rodovias sem concessões: hoje a EGR gerencia apenas 5% das rodovias estaduais.

Propõe frentes emergenciais de trabalho, contratando localmente e usando universidades e trabalhadores para obras mais ágeis.

Sobre fenômenos climáticos, afirma que mais de 95% do estado foi afetado por enchentes, que especialmente atingem os Vales ano após ano.

1,7 milhão — gaúchos em insegurança alimentar

70% — participação da agricultura familiar no consumo

5% — rodovias geridas hoje pela EGR

10–16 horas — jornadas relatadas por produtores rurais

>95% — área do estado afetada por enchentes

“Pedágio é roubo”, declara Voigt ao justificar o fim dos pedágios e o uso direto do dinheiro público na infraestrutura.