Priscila Voigt diz ser contra PPPs e privatizações e promete acabar com pedágios
Candidata ao governo pelo Unidade Popular tem chapa 100% feminina e propõe gestão pública direta de rodovias

Priscila Voigt, candidata ao governo pelo Unidade Popular, é contra parcerias público-privadas (PPPs) e privatizações.
Ela afirma que vai acabar com os pedágios e investir o dinheiro público na construção e manutenção das rodovias estaduais.
Nutricionista com residência em saúde coletiva em Porto Alegre, Voigt coordenou o Movimento de Luta nos Bairros (MLB), que organiza ocupações para moradia digna.
Voigt afirma que PPPs e privatizações destinam recursos públicos a empresas e critica a concentração de candidaturas: “Tentam fazer parecer que existem apenas quatro candidatos, mas a verdade é que esses quatro defendem um projeto de direita.”
A chapa é 100% feminina; a vice é Naftaly Pereira do Nascimento, também do Unidade Popular.
No plano agrícola, Voigt defende reforma agrária, investimento massivo na agricultura familiar e melhor condição de trabalho para pequenos produtores, incluindo os do tabaco.
Cita 1,7 milhão de gaúchos em insegurança alimentar e diz que 70% do que se consome vem da agricultura familiar, enquanto o agronegócio exporta soja e gado.
Denuncia jornadas extenuantes de trabalho rural, de 10 a 16 horas, uso indiscriminado de agrotóxicos e intoxicação pela planta do tabaco afetando a saúde.
Propõe investir em transporte ferroviário para reduzir caminhões e acidentes, e qualificar rodovias sem concessões: hoje a EGR gerencia apenas 5% das rodovias estaduais.
Propõe frentes emergenciais de trabalho, contratando localmente e usando universidades e trabalhadores para obras mais ágeis.
Sobre fenômenos climáticos, afirma que mais de 95% do estado foi afetado por enchentes, que especialmente atingem os Vales ano após ano.
1,7 milhão — gaúchos em insegurança alimentar
70% — participação da agricultura familiar no consumo
5% — rodovias geridas hoje pela EGR
10–16 horas — jornadas relatadas por produtores rurais
>95% — área do estado afetada por enchentes
“Pedágio é roubo”, declara Voigt ao justificar o fim dos pedágios e o uso direto do dinheiro público na infraestrutura.