Professores do Paraguai entram em greve e fecham até 60% das escolas
Greve de 17 (quinta) inclui marchas a ministérios; professores rejeitam acordo que prevê reajuste de 5% para 2027

Nesta quinta-feira (17), professores do Paraguai iniciaram greve exigindo salários maiores e melhores condições de trabalho.
A paralisação pode manter até 60% das escolas públicas do país fechadas e inclui marchas até o Ministério da Economia e Finanças.
O governo e a Federação Paraguaia de Educadores (FEP) assinaram acordo que prevê reajuste salarial de 5% para o orçamento de 2027, com um adendo de US$ 47 milhões enviado ao Congresso Nacional.
O pacote também prevê US$ 9 milhões para aumentos salariais e 40 bilhões de guaranis (mais de US$ 6,7 milhões) para quitar dívida do Ministério da Educação e Cultura (MEC) com o Instituto de Seguridade Social (IPS), acumulada desde 2015.
A direção da FEP, liderada por Silvio Piris, apoiou a fixação do salário mínimo em 4.488.000 guaranis (cerca de US$ 760), mas professores cobram reajuste de 8% ou mais.
Rafael Resquín, presidente do Sindicato dos Educadores do Paraguai (UNE), denunciou que “acordos não são feitos com base em imposições” e criticou a ausência de detalhes para outros sindicatos.
As marchas partiram da Plaza Batallón 40, em Assunção, e agora pressionam também a sede legislativa; o presidente Santiago Peña, o vice Pedro Alliana e o ministro da Educação, Luis Ramírez, participaram da assinatura e disseram que o acordo preserva o calendário escolar.
O governo prometeu estruturar a carreira docente entre o último trimestre deste ano e o primeiro semestre de 2027, vinculando futuros aumentos a avaliações e meritocracia.
As mobilizações buscarão impedir a ratificação dos montantes por meio de ações diretas perante as comissões parlamentares.