Quase 70% das despesas no arcabouço crescem acima do teto de 2026
O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, já vê a maioria das despesas avançar além do limite previsto para 2026.

Quase 70% das despesas do governo dentro do arcabouço fiscal crescem acima do teto estipulado para 2026.
Isso compromete o cumprimento do limite definido para 2026 e reduz o espaço fiscal para outras despesas.
O arcabouço fiscal foi aprovado em 2023 como conjunto de regras para evitar que o governo gaste mais do que arrecada.
Entre as despesas com crescimento real acima do estipulado, 2,5% incluem o programa Pé-de-Meia (903%) e o Auxílio Gás dos Brasileiros (25%).
O problema é estrutural: despesas obrigatórias, como na educação, ocupam grande parte do teto permitido pelo arcabouço.
O Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o aumento de gastos do governo federal é um dos principais fatores para a alta taxa de juros no Brasil.
Durante o mandato de Jair Bolsonaro, o teto de gastos foi estourado várias vezes; o rombo estimado no período foi de R$ 795 bilhões.