R$ 1.621: famílias podem manter Bolsa Família enquanto pedem o BPC
Instrução Normativa nº 54/SENARC/MDS, publicada em maio de 2026, regula desligamento voluntário e protege pagamentos durante análise do BPC.

Famílias do Bolsa Família podem continuar recebendo o benefício enquanto o pedido do Benefício de Prestação Continuada (BPC) estiver em análise, desde que mantenham as condições do programa.
A Instrução Normativa nº 54/SENARC/MDS, publicada em maio de 2026, formaliza o desligamento voluntário do Bolsa Família e estabelece procedimento para preservação do pagamento durante a análise do BPC.
O MDS e o INSS definiram que o Responsável Familiar (RF) é quem deve formalizar o pedido de desligamento pelo atendimento municipal, pelo aplicativo do Bolsa Família ou vinculado ao requerimento do BPC no Meu INSS.
O BPC atende pessoas com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de qualquer idade; o benefício vale um salário mínimo mensal e não exige contribuições ao INSS.
Em 2026, o salário mínimo nacional está em R$ 1.621; o BPC não paga 13º nem gera pensão por morte para dependentes.
O Cadastro Único precisa estar atualizado para a análise do BPC: famílias inscritas devem ter o CadÚnico atualizado há, no máximo, dois anos no momento da avaliação.
Se o BPC for concedido, os atrasados podem ser calculados desde a data do requerimento, com descontos pelos pagamentos do Bolsa Família feitos no período; eventual diferença será paga depois.
O pedido do BPC é feito pelo Meu INSS; o INSS pode exigir atendimento presencial para perícia, avaliação ou documentos quando necessário.
Não cancele o Bolsa Família por conta própria durante o pedido do BPC, porque a sistemática permite continuidade do pagamento enquanto durar a análise.